Ponto de Vista

Ano Novo, Vida Nova

Época de balanço por excelência, a chegada de um novo ano traz, por norma, grandes resoluções. É comum refazermos ou idealizarmos planos que outrora abandonámos ou nunca começámos. Passados 12 meses, são novamente reativados, num ciclo contínuo que se repete anualmente.

Se não é este o seu caso e consegue manter-se fiel às resoluções tomadas, está de parabéns! Acredite: não há muitas pessoas a orgulhar-se do mesmo. Se pelo contrário se identifica com o retrato traçado acima, está na hora de mudar e aplicar as suas resoluções.

A nossa sugestão é que defina uma estratégia realista que ajude a reajustar os seus desejos e recriar o seu dia a dia de uma forma mais positiva e saudável. Dentro de 12 meses, poderá alcançar um saldo muito positivo e uma verdadeira sensação de “missão cumprida”.

Mais pode ser menos

Muitas vezes, o problema de não aplicar as resoluções está relacionado com a quantidade de medidas que tentamos tomar em simultâneo. Comece por aquilo que realmente quer mudar, experimentar ou alcançar de novo. Deve, sobretudo, definir um número de objetivos realista, que seja possível cumprir.

As resoluções têm de ser compatíveis

Tomar decisões que podem colidir pode tornar o seu dia a dia muito difícil e fazê-lo desistir facilmente. Imagine que decide colocar em prática um novo plano de treino e ao mesmo tempo aumentar as horas de voluntariado. São resoluções compatíveis? Afinal o dia só tem 24h. Tenha cuidado!

Implica algum sacríficio e mudança de hábitos? Não exagere

Sabemos que muitas das resoluções que tomamos implicam mudanças significativas nas rotinas e alguns sacrifícios, face ao que estamos habituados a fazer. Pensamos sempre que compensará, mas na realidade não conseguimos mudar tudo do dia para a noite. Neste campo, seja também realista e proponha-se a metas exequíveis. Vai mesmo conseguir mudar muito? Alterar tanta coisa na sua vida? Deixar tudo o que está habituado a fazer?

Seleção inteligente, resultados alcançáveis

No seguimento das escolhas acertadas, defina um máximo de três ou quatro situações que gostaria de melhorar na sua vida. Comece por fazer a sua lista de “ambições” - aqui ficam alguns exemplos.

Na saúde:

 

  • Alteração dos hábitos de dieta;
  • Aprender a cozinhar as próprias refeições;
  • Praticar mais exercício físico;
  • Experimentar terapias alternativas para relaxar;
  • Evitar tomar medicamentos em excesso.

 

Em família e com amigos:

 

  • Passar mais tempo com a família;
  • Organizar um encontro por mês com amigos;
  • Estudar com os filhos, pelo menos uma hora por dia.

 

No trabalho e no estudo:

 

  • Entrar mais cedo e sair mais cedo;
  • Melhorar a organização das tarefas e aumentar a produtividade;
  • Aprender uma nova função;
  • Aprender uma nova língua.

 

Nas finanças:

 

  • Gerir de forma mais inteligente o orçamento mensal;
  • Criar um hábito de poupança regular;
  • Gerar poupança por um objetivo específico (casa, carro, educação...).

 

Em sociedade:

 

  • Entrar num projeto de voluntariado;
  • Ser mais participativo nos projetos do bairro, vila, cidade.

 

No lazer e na cultura:

  • Organizar uma viagem de sonho;
  • Ir uma vez por mês ao teatro ou ao cinema;
  • Fazer um programa de família fora de casa, por exemplo, um fim de semana por mês.

E agora a parte difícil. A escolha. Não pode fazer tudo em simultâneo. Escolha três ou quatro resoluções realmente importantes. Já escolheu? Se é determinado, não vai falhar!

GPS Financeiro

Sejam quais forem as suas resoluções para o novo ano, há uma que ajuda a optar e realizar muitas das restantes decisões: melhorar a gestão do nosso orçamento.

O início de um novo ano é a altura ideal para pôr as contas em ordem. Pode começar a elaborar um orçamento para o colocar em prática já em janeiro.

Por onde começar?

  • Registe os ganhos e a sua periodicidade: salário, rendas, rendimentos de poupanças, etc.;
  • Liste as despesas, distinguindo:
    1. Fixas com valor conhecido – exemplos: renda de casa, prestação de crédito ao consumo, seguros, transportes (como o título de transporte mensal), educação, lar, TV/telefone, etc.;
    1. Fixas com valor estimado – exemplos: alimentação, gás, luz, água, combustível, vestuário, saúde, supermercado (casa/higiene), etc.;
    1. Variáveis (mas frequentes) – pequeno-almoço/almoço/jantar fora de casa, lazer (cinema, teatro), jornais e revistas, presentes, etc.

Uma sugestão que contribui para que tenha uma melhor noção das pequenas despesas diárias que frequentemente repetimos e que no final do mês acabam por ter o seu peso consiste em guardar todas as faturas das despesas diárias como café, bolos, cigarros, jornal, etc., durante um mês e some para ter um valor aproximado do que poderá representar no seu orçamento mensal/anual. E poderá também mais facilmente tomar algumas decisões sobre o que pode deixar de fazer.

Princípio: o rendimento que entra deve ser superior ao que se gasta. Assim, não só evitam questões de liquidez futura como pode ter uma poupança, por mais pequena que seja, para fazer face a alguns imprevistos (um equipamento que avaria, uma ida extra ao dentista, por exemplo) ou agarrar uma oportunidade (comprar roupa, passar um fim de semana fora, ir de viagem...).

O Barclaycard pode ajudar na gestão e controlo do seu orçamento

  • Na hora de comprar, principalmente artigos com um valor mais elevado, lembre-se de que o Barclaycard tem a funcionalidade Compra Repartida – pode, assim, fracionar o pagamento das suas compras de valor igual ou superior a €250, em prestações fixas mensais, entre 6 e 60 meses.
  • Se necessitar de liquidez para pôr algum plano em prática, o Barclaycard oferece a solução Crédito em Linha – este permite transferir parte do saldo disponível do seu limite de crédito para a sua conta à ordem e pagar em prestações fixas mensais, entre seis e 96 meses.

Textos, edição e revisão: Cofina Media, SA

Se precisar de ajuda para melhorar a sua gestão orçamental, aqui ficam algumas aplicações que podem ajudar:

Wallet

Esta é a sua conta virtual através da qual vai fazer todos os pagamentos. O objetivo é deixar a carteira, com todos os cartões e optar por tratar dos pagamentos através desta app.

Money Lover

Uma forma simples de gerir as suas finanças pessoais, esta aplicação vai ajudá-lo a gerir o seu orçamento e a controlar todos os seus gastos com o máximo rigor.

Spending Tracker

Assumida como a mais simples e mais user-friendly aplicação de finanças pessoais talvez seja a mais indicada para os principiantes.

Fim de ano por cá

Se costuma celebrar a passagem de ano em Portugal, ter-se-á certamente apercebido de que se trata de uma festa pautada por diferentes tradições, tal como acontece um pouco por todo o mundo.

Ora, confira alguns dos nossos costumes:

 

  • Dita a tradição que as doze badaladas da meia-noite se façam acompanhar de 12 passas, uma por cada badalada, ao mesmo tempo que se pedem 12 desejos para o ano que se anuncia;
  • Saltar de uma cadeira com dinheiro na mão, “com o pé direito” preferencialmente, é outro hábito que se generalizou;
  • Outro é bater os testos das panelas na rua, terraço ou varanda, contemplando se possível os vários espetáculos de fogo de artifício que ocorrem no país;
GPS Financeiro
  • Os mais afoitos não passam sem um banho de mar às primeiras horas da manhã, numa das muitas praias da costa nacional; a de Carcavelos é uma das mais famosas.
  • Entrar no novo ano com roupa estreada especificamente para o efeito é outro dos rituais com muitos adeptos, a que se alia normalmente uma peça de roupa interior de cor azul, para dar sorte. Em complemento, é comum estrear lençóis de cama, em sintonia com o espírito de renovação inerente ao ano que se inicia.

 

Textos, edição e revisão: Cofina Media, SA